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Cronica e arte

CRONICA E ARTE  CNPJ nº 21.896.431/0001-58 NIRE: 35-8-1391912-5 email cronicaearte@cronicaearte.com Rua São João 869,  14882-010 Jaboticabal SP
A MISÉRIA BATE À PORTA COM A PANDEMIA Jaboticabal, 3 de abril de 2021 A pandemia tem feito a miséria chegar em várias regiões e cidades no Brasil. O jornal cidades online de Jaboticabal trouxe neste dia 30 o relato de uma moradora da cidade, que diz que a 2 dias, ela e o marido, sem mais nada para comer, passavam fome e, para enganar a fome tomavam água com açúcar. Sem emprego ela está em busca de um carrinho para catar reciclagem e ver se amealha alguns trocados. Ela diz no texto de pedido de ajuda que nunca tinha passado por isso que demorou para tomar essa decisão de pedir referida ajuda, publicando o pedido em um grupo de trocas de mercadoria no Facebook grupo de Jaboticabal.  Isso é um retrato de uma cidade que tem um comércio que retraiu de 50 a 60% o lucro das lojas. Um comércio que atende os poucos clientes que chegam, na soleira da porta, com comerciantes e comerciários assustados pelo cenário atual. Um cenário que nunca viram antes, alguns com mais de cinquenta anos de profissão, no dia-a-dia do comercio. Comerciantes com dívidas no banco ou usando o patrimonio particular que tinham adquirido, para bancar o comercio na situação atual. Em vários bairros da cidade a dificuldade bate à porta, famílias e mais famílias, aqui em Jaboticabal sofrem com o desemprego. No parque 1º de maio, tem pessoas que sentem falta de tudo, desde o básico, como arroz e feijão, até mesmo dinheiro para as contas mensais. No Jardim das Rosas também, uma moradora de lá, que o site Crônica e Arte não divulgará o nome, disse que nunca antes tinha enfrentado dificuldades. Mas com a pandemia, perdeu o emprego de cuidadora que tinha antes, e viu a situação apertar. Perdeu os cartões, está na iminência de ver o nome no Serasa, com os telefonemas de cobrança que não param. “O que posso fazer, não há dinheiro, nunca fiquei devendo antes”. Disse a entrevistada. O trabalho agora é esporádico, poucas vezes por semana. Se no Jardim das Rosas e Parque 1º de Maio, a situação está difícil, o problema não muda, na Cohab II e planalto Itália, por exemplo. Muitas pessoas ali trabalhavam de faxineira, por exemplo e o trabalho que antes era diário, agora ficou restrito para muitas destas trabalhadoras a duas vezes por semana, o que torna inviável uma sobrevivência digna. O medo da doença, da covid19 atrapalha, uma leitora do site Crônica e Arte, disse que quando ela entra para trabalhar a dona da casa sai, de medo de se contaminar. É a fome que se aproxima mais e domina cada vez mais os bairros de periferia. “Quem não tem um salário fixo e é diarista, está em uma situação complicada” frisou a entrevistada. Claro que estas dificuldades por que passa Jaboticabal, não é um caso isolado e também acontece em outras cidades no Estado de São Paulo, ou no Brasil. Diariamente vemos nos jornais de rede nacional, mostrar a miséria que chega para a população. A Confederação Nacional do Comércio disse que 20300 lojas fecharam as portas em Sao Paulo  em 2020 por causa da pandemia, provocando por consequência uma onda de desemprego e no Brasil 75200 lojas se fecharam. Estes problemas queira no Brasil ou em Jaboticabal, são o resultado de esquecer que não estamos na Inglaterra nos EUA ou em outros países do hemisfério norte. Lá o isolamento o lockdawm, foi acompanhado de seguro pago pelo governo, em valores que permitiram uma sobrevivência melhor de quem ficava em casa. Lá no exterior, o lockdawm diminuiu o contagio, pois os moradores, moram em casas bem construídas. No Brasil, com a existência de favelas, e pessoas que não podiam parar de trabalhar para não morrerem de fome, fez com que a aglomeração aumentasse. Favelas onde em muitas casas 10 pessoas moram em 2 cômodos em cada casa, ou pouco mais que isto, casas de COHABs pequenas e com muitos habitantes, fez com que o vírus não parasse de contagiar. Eu não gosto do termo genocida, que quiseram usar durante a pandemia, mas se fosse de usar este termos teríamos que usá-lo para aqueles governantes que obrigaram com o lockdown, parte da população a ficar fechada em favelas, cortiços ou casas populares pequenas e a se aglomerarem em trens e ônibus, como vimos em diversos lugares. Aqui o correto seria o distanciamento das pessoas em suas atividades, não o fechamento total do comercio. O transporte coletivo, ônibus e trens, lotados por má administração pública, fez o contagio aumentar. A pandemia fez vir a tona, o quanto nossos administradores, tanto na federação, nos Estados e nos Municípios, não sabiam, tirando raríssimas exceções, governar e consequentemente não souberam gerir a crise da pandemia. Onde estão os milhões arrecadados nestes anos todos em impostos. Lembremos aqui que a cada cem reais gastos em qualquer compra pelo brasileiro, inclusive, os que são acometidos de covid 19, em média, cinquenta reais são recolhidos de impostos, já que a carga tributária é de 50% em média. Agora não adianta um governante, municipal ou estadual, vir com a desculpa amarela que a culpa é do governo federal. Onde o senhor governante ou funcionário, municipal ou estadual, estavam, que não cobraram e não efetivaram o repasse das verbas. Estas semanas estamos vendo escândalos e mais escândalos com desvio de verbas que seriam direcionadas ao combate a pandemia. Estamos vendo esta situação no Brasil, mas nós estamos especificamente em Jaboticabal e vem uma pergunta. Como fazer para retomar a economia desta cidade? Será que estaremos destinados a ver a cidade de Jaboticabal regredir e ver aumentar depois da pandemia, o número de pessoas que moram em Jaboticabal e trabalham em outras cidades como Ribeirão preto, e diariamente realizam uma migração pendular, somente residindo aqui na cidade e viajando todo o dia para trabalhar fora? Por favor, parem de buscar exemplos fora, o Brasil tem suas especificidades. A ajuda que deve ser dada momentaneamente a quem empobreceu, por causa de políticas erradas na pandemia, que acabou com a economia, não pode se eternizar.
fotos: facebook do autor  dominio público e EBC
Mentore Conti Mtb 0080415 SP (jornalista, advogado e professor de História e Geografia)
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