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Cronica e arte

CRONICA E ARTE  CNPJ nº 21.896.431/0001-58 NIRE: 35-8-1391912-5 email cronicaearte@cronicaearte.com Rua São João 869,  14882-010 Jaboticabal SP
A CONFUSÃO QUE SE FAZ DA CIDADANIA NO BRASIL jaboticabal 29 de maio de 2021   Nesta semana eu assisti um jornal de uma grande emissora, falar que as campanhas para diminuir a fome dos atingidos pela pandemia de Coronavirus no Brasil, restituía a cidadania aos assistidos. Caros leitores, enquanto se fizer este tipo de confusão, igualando possibilidade de se alimentar com cidadania, nós nunca teremos um pais que realmente seja organizado politicamente, ou que tenha um sistema político sério. A cidadania é a expressão que identifica a qualidade da pessoa que estando com sua capacidade civil, também se encontra com a possibilidade de exercer seus direitos políticos, fato que indica o uso pleno desta cidadania. Portanto dentro desta definição jurídica, vemos claramente que a possibilidade de alimentação não confere a ninguém uma cidadania. Assim como não confere cidadania o possuir utensílios da linha branca (geladeira, micro-ondas) ou mesmo possuir um celular. Ainda que o ex-presidente Lula falasse em seus discursos, que parte da população era então cidadão, porque tinha conseguido com os incentivos sociais de seu governo, adquirir utensílios da linha branca, ele estava errado e tais falas só podem ser atribuída aos desconhecimento, que ele tinha sobre a questão. Por acaso o italiano, que morava na Itália durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945) deixou de ser cidadão italiano, quando em 1943, o país foi assolado por uma fome terrivel (chamada entre os italianos de “A fome de 43”? Este mesmo desconhecimento vemos em vários pessoas que fazem esta confusão. Seja como for, este erro reduz a ideia de cidadania e esta ideia demonstra como o Brasil não conseguiu ainda ter parte da sua população preparada para construir com suas profissões, o pais. Tanto é errado fazer esta comparação de cidadania com possibilidade de se alimentar, que uma pessoa é cidadã brasileira, mesmo sendo ela pobre, famélica e mesmo que não tenha utensílios domésticos. Pode-se alegar que esta confusão feita foi apenas uma fala na hora da emoção, tanto na época com o ex-presidente Lula, quanto agora pelo jornalista na matéria que assisti, mas não, esta confusão, se percebe hoje que é de parte da população que não entende o que é ser brasileiro. De fato desde 1627, Frei Vicente de Salvador, já notava uma indiferença com o pais, pelas pessoas que eram nascidas aqui, e que existia entre elas, a ausência de buscar um bem comum. Na nossa formação nós raramente tivemos governantes que se preocuparam em construir uma administração, onde a população pudesse exercer sua cidadania, ter seus direitos políticos respeitados. Se no período da capitania hereditária era natural que isto acontecesse, pois a forma de governo visava a metrópole (Portugal), afinal até nossa independência o Brasil era uma colônia, nós vemos que mesmo depois da formação de um Brasil independente, pouco ou nada se fez para alterar a situação de participação da pulação no pais. Om sistema de criar a política como se fosse o quintal da casa grande, como bem define Gilberto Freyre, continuou existindo no império brasileiro, passou pela república e continua em nossos dias. Com governos que se chamam de esquerda ou direita (assim escrevo, pois poucos políticos conhecem a definição da linha política que dizem seguir), o que vemos ainda é um povo afastado das decisões políticas e administrativas e de atos administrativos que podem influir o seu dia-a-dia. Um exemplo claro de como isto afeta a todos, inclusive moradores de Jaboticabal, vemos na recente aprovação do parcelamento da dívida do SEPREM Serviço de Previdência, Saúde e Assistência Municipal (de Jaboticabal). A prefeitura parcelou um debito de 627 milhões do SEPREM em 18 anos e legalmente está agora tudo em ordem, mas em relação à questão da cidadania, precisamos perguntar se os funcionários ligados ao sistema, tinham plena ideia da dívida existente. Como cidadania se refere a participação do cidadão e a direitos políticos, (política significa administração da cidade), os funcionários foram chamados, a participar do problema? Foi informado a estes funcionários que o sistema de previdência deles, tem uma dívida (agora parcelada) que é o dobro do orçamento da cidade? Foi dito a estes funcionários como se chegou neste estado? Neste ponto vão me dizer que eles estavam representados pelo sindicato dos funcionários e a administração do SEPREM, mas aqui devemos lembrar, o que nos ensina o ex- presidente Fernando Henrique Cardoso, de linha política discutível, mas que analisa bem nosso sistema político e social. FHC, diz que no Brasil a representatividade de um órgão tende a cair no vazio, por causa exatamente no nosso comportamento que deixa a política de lado. Com o tempo diz FHC as instituições criadas, muitas vezes acaba não representado quem as criou, mas este é um tema que abordaremos em outra oportunidade. Cabe então à nossa população, queira em Jaboticabal, ou em qualquer outra cidade do país, acompanhar e começar a participar, da vida política, claro sem o radicalismo que vemos hoje em dia, acompanhamento este que não deve ser apenas através das redes sociais. O governo, a política, a cidadania, se exerce acompanhando principalmente o mundo real e não apenas o mundo virtual. Ou nós mudamos nossa atitude ou nosso pais ficara sempre assim a confundir, cidadania com possibilidade de alimentar- se.
fotos: facebook do autor  dominio público e EBC
Mentore Conti Mtb 0080415 SP (jornalista, advogado e professor de História e Geografia)
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