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Cronica e arte

CRONICA E ARTE  CNPJ nº 21.896.431/0001-58 NIRE: 35-8-1391912-5 email cronicaearte@cronicaearte.com Rua São João, 869,  14882-010 Jaboticabal SP
A TRADIÇÃO DO PRESÉPIO NO NATAL Por Mentore Conti Mtb 0080415 SP // foto domínio público Jaboticabal, 23 de dezembro de 2020 Corria o ano de 1223 é véspera de Natal e Francisco Bernardense, São Francisco, o pobrezinho de Assis, tem a ideia de fazer uma representação teatral do Nascimento de Nosso Senhor Jesus Cristo. Até então Natal não era celebrado com uma representação do nascimento do menino Jesus, como fez São Francisco. O local é Greccio na província de Rieti (80 km de Roma), em uma Gruta no Mosteiro que ele o pobrezinho de Assis e os franciscanos construíram, carregando cada pedra, cada telha e cada viga de madeira, necessário para a obra. Na gruta próximo aos mosteiro foi feito uma manjedoura e um altar para missa, com todas as figuras que hoje conhecemos em um presépio tradicional, não napolitano. A representação teatral contou com pastores, ovelhas, as figuras dos três reis magos, a figura de Nossa Senhora, São José, além de um boi e um burro que na representação de São Francisco aqueciam com sua respiração o menino Jesus. A ideia do pobrezinho de Assis era evangelizar os católicos daquela localidade mostrando para as pessoas como foi o nascimento de Cristo  A ideia rapidamente se espalha na Itália de então e a partir ano seguinte, vários presépios são montados no período natalino. Um dos mais famosos é o presépio em estilo napolitano. Na cidade de Nápoles os franciscanos em 1340 fizeram um presépio com estatuas de tamanho natural e imagens que transmitiam uma profunda fé e religiosidade (como é natural na ordem franciscana), mas foi em 1500 que o presépio em Nápoles começou a se desenvolver e a se transformar. Nesta época San Gaetano da Thiene (São Caetano de Thiene, homenageado, com o nome em uma cidade em São Paulo, São Caetano do Sul), incorpora na representação clássica do presépio, que tinha o menino Jesus, Nossa Senhora, São José, e a figura também de um asno e o boi, na manjedoura, personagens do Povo. Assim aparecem no presente napolitano, como espectadores da cena personagens do povo como sapateiros, ferreiros, mulheres napolitanas do século XVI, com montanhas subidas, descidas, vielas, escadas e tendo, na planície a tradicional gruta ao lado de um Albergue que segundo a tradição bíblica não tinha lugar para acolher Maria no momento do parto Neste presépio napolitano foram feitos em 1700 graças a paixão que o rei Carlos de Bourbon tinha por artes manuais e em particular, de como de gostava do presépio. Houve mesmo uma certa competição para ver quem fazia melhor presépio para agradar ao rei. Assim o presépio napolitano ganha um feição particular e de cunho barroco, forma artística daquele período. De qualquer maneira o presépio ainda hoje, na forma napolitana ou na forma tradicional, ajuda a evangelizar os católicos, como desejava São Francisco de Assis, naquele distante Natal de 1223, em Greccio Rieti
foto 1, representação do presépío de S Francisco; fotos 2 e 3 mosteiro de Greccio; foto 4 presepio napolitano